sexta-feira, 24 de abril de 2009

angryalien.com

Para o site: superoito.tumblr.com
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O site apresenta várias re-encenações de filmes famosos em trinta segundos, em média, no formato de animação com os personagens principais sendo representados por coelhinhos. A criadora, Jennifer Shiman, escolhe cenas importantes e marcantes de cada obra, com detalhes engraçados que nos remetem à elas.
O site, no ar desde 2004, já ganhou prêmios no Webby Awards, de vídeo/animação e filme online, além do People’s Voice award em vídeo/animação, que são prêmios importantes relacionados a sites na internet. O Los Angeles Times citou o Webby Awards como “The only award show for Internet sites that matters (algo como “a única premiação para Internet que importa”).”
São mais de quarenta animações, que vão desde Rocky Horror Picture Show, passando por It’s a Wonderful Life, homenageando King Kong até Tubarão e Kill Bill. Destaque para duas versões de Cães de Aluguel: uma com bleep’s (tirando o som dos palavrões) e outra com as “dirty words” liberadas. A lista de filmes pedidos para serem re-encenados pelos coelhos é longa, e a autora espera cada vez mais resposta do público.

Filmes do Século XXI - Novos Clássicos?

Para o site: superoito.tumblr.com
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Para comemorar os seis anos de publicação, a revista Monet (para assinantes da TV a cabo Net), fez uma lista com os 50 melhores filmes do século XXI. Foram 250 críticos convidados, entre eles Dustin Hoffman, Fernando Meirelles, Hector Babenco e Walter Salles. Apesar de alguns não serem muito expressivos (nem terem um bom motivo para estar ali, como Marcelo D2 e Tico Santa Cruz), a lista é bem interessante.

Destaque para os filmes fora do circuito Hollywood, de vários países com pouca expressão no cinema, mas que foram lembrados e entraram para a lista. Não só Japão e Alemanha, que têm uma produção mais expressiva, mas também Romênia (4 meses, 3 semanas e 2 dias) e Espanha (Fale com ela). Participações de países como Polônia em produções coletivas (O pianista), assim como em Dogville, que conta com Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda, ao lado da Inglaterra, França e Alemanha.

A produção nacional apareceu com filmes de pouca divulgação, como Santiago (documentário sobre o antigo mordomo da família Moreira Salles, Santiago Badariotti Merlo) e Serras da desordem (drama que conta a vida de um índio numa tribo atacada por fazendeiros brancos).

Os três primeiros filmes foram:

3. A vida dos outros (Das Leben der Anderen): Produção alemã de 2006, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2007, fala sobre espionagem na Alemanha Oriental. Um agente da polícia precisa investigar a vida de um escritor e de sua mulher, uma atriz. O agente coloca escutas pela casa, grampeia telefones, monitora movimentos pela casa, tudo para acompanhar o escritor. O foco do diretor, Florian Henckel Von Donnersmarck, na primeira parte do filme é justamente a vida do espião, e como dedica a sua para investigar a do outro, que representaria uma ameaça ao sistema ditatorial ao qual ele próprio apóia.

2. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind): No filme de Michel Gondry, com ótimas atuações de Kate Winslet (quarta vez nomeada ao Oscar) e Jim Carrey, o casal principal têm nas mãos uma maravilhosa arma: a chance de esquecer o relacionamento quando este acaba. Vencedor do Oscar de melhor roteiro original em 2005, a obra segue um caminho não-linear para mostrar como o namoro chegou ao fim e o que os levou a tentar esquecê-lo, culminando na descoberta de que o amor ainda existia. Mas como voltar atrás? O início do filme é confuso, faz pensar que é realmente o começo da história, mas não é. Ou talvez seja, depende da leitura que se faz. Uma obra aberta a discussões.

1. Cidade de Deus: indicado a 4 Oscars em 2004, entre eles melhor diretor (Fernando Meirelles), retrata a vida dos moradores desta favela ao longo de três décadas. Atores que vieram de lá, que sabem como é e como foi o lugar são um detalhe do filme, que é sempre lembrado não só por técnica cinematográfica (a cena do personagem Buscapé no meio de um conflito é uma das favoritas dos críticos), também trouxe ao público mais orgulho da produção nacional, trouxe credibilidade ao que é feito no Brasil. Há tempos não havia tanto investimento financeiro na produção e divulgação de um filme como neste. Foram U$3.300.000,00 investidos só na produção. A recompensa é o público voltando aos cinemas em peso para ver obras nacionais, cerca de 3,2 milhões de espectadores, recorde na época (hoje batido pelos 4,58 de Dois Filhos de Francisco). Marcou a história do cinema brasileiro.

Quem não tem a revista pode conferir no site a lista completa: http://revistamonet.com.br/coluna/dustin-hoffman-fernando-meirelles-patricia-pillar-e-outras-personalidades-elegem-os-50-melhores-filmes-do-seculo-21/#comment-16496.

Vale a pena dar uma olhada.

terça-feira, 31 de março de 2009

Três tempos de ficção científica

O desenvolvimento da ciência nas sociedades, especialmente depois da Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, teve grande influência no pensamento humano. Assunto da literatura desde o século XIX, não poderia ficar de fora do cinema. Os maiores desenvolvimentos de efeitos especiais estão ligados ao gênero desde os filmes mudos. Para comparar os temas tratados ao longo da história do cinema, escolhi três filmes cultuados da ficção científica em três épocas diferentes.

Metrópolis: o filme alemão, feito em 1926 por Fritz Lang, se passa em 2026, num futuro em que os ricos vivem na superfície do planeta e os operários moram e trabalham no subsolo. Para impedir a revolta dos trabalhadores, um cientista cria um robô com aparências humanas (foto abaixo) para tomar o lugar da líder do grupo, que promete dias de igualdade no futuro. A cena em que o robô assume as formas da moça é clássica e muito bem feita, com efeitos especiais grandiosos. Foi o filme de maior investimento na época. Lang foi, inclusive, convidado por Adolf Hitler a fazer propaganda nazista, em 1932, ao que ele se recusou e fugiu para os Estados Unidos.


O dia em que a Terra parou: o clássico dos anos 50, mais especificamente de 1951, dirigido por Robert Wise, trata da invasão da Terra pelo alienígena Klaatu, que traz uma mensagem de paz aos humanos, mas é mal recebido assim que desembarca. Num planeta recém-saído da Segunda Guerra Mundial, o pedido do extraterrestre de reunir todas as nações numa só sala, juntando países capitalistas e soviéticos, era inaceitável na época. Quando Klaatu chega na sala da pensão em que se hospeda e não há luz, ficam ele e os humanos nas sombras, o medo de ambas as partes, há a inversão da ameaça. Quem é realmente perigoso? O filme ganhou uma refilmagem recente, mas não teve grande aceitação de público nem da crítica.

Scanners – sua mente pode destruir: o filme que alavancou a carreira do canadense David Cronenberg, em 1981, permitindo que filmasse, cinco anos depois, A Mosca (este, premiado com Oscar de melhor maquiagem). Seres humanos que sofreram reação numa pesquisa secreta do governo apresentam poderes paranormais de controle da mente de outras pessoas, sendo uma ameaça constante à sociedade. Um deles rebela-se, buscando os outros para que o assassínio de humanos normais acabe. A cena em que o personagem principal acessa o computador através da linha telefônica faz imaginar que serviu de referência para Matrix, dos irmãos Wachowski, não só neste mas em vários aspectos.

Entre os filmes, não há só a relação do envolvimento com a tecnologia, mas também do medo do diferente. Uma ameaça sempre representada com traços humanos, uma mudança que deveríamos ser capazes de aceitar, porém o medo de sermos superados acaba por eliminar as relações com o estranho, que na maioria das vezes é capaz de nos ensinar uma grande lição.


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Originalmente postado em superoito.tumblr.com

quinta-feira, 19 de março de 2009




sábado, 14 de março de 2009

http://superoito.tumblr.com/

Postando agora também nesse endereço, com uma equipe de prodígios cinematográficos!!

Black and White Fever

Os anos passam, a tecnologia evolui e muitas novidades aparecem para incrementar o mundo do cinema. Mas algo que nunca deixou as telas, mesmo que timidamente, foi o preto e branco. Mesmo quando parou-se de colorir manualmente os fotogramas, o tecnicolor surgiu e até a computação gráfica tornou-se trivial, muitos filmes foram (e ainda são) filmados no charmoso estilo sem cores.

Ed Wood, o filme de Tim Burton realizado em 1994, conta a história do diretor de cinema Edward Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos. Estrelado por Johnny Depp no papel-título e Martin Landau (foto), numa maravilhosa atuação de um decadente Bela Lugosi nos anos 50, o que lhe rendeu um Oscar de ator coadjuvante. A película foi filmada inteiramente em preto e branco, o que, para quem viu os filmes de Wood, faz transportar o espectador para uma de suas obras. Quando vemos a encenação dos bastidores, é como estar com ele, filmando uma única tomada das cenas, buscando “realismo” numa ficção científica assustadora.

Um ano antes, Steven Spielberg aparecera com um filme passado na Segunda Guerra Mundial, focando no holocausto: A lista de Schindler. A novidade era, justamente, o contraste de cinza em todo o filme, salvo apenas por uma cena, um vestido vermelho no meio do negro, peça chave para a história do protagonista. Segundo o diretor, a falta de cor amenizaria a violência gráfica de várias cenas.

Outro filme marcante é Sin City, de 2005. Robert Rodriguez usou câmeras digitais de alta definição para dirigir o filme baseado nos graphic novels de Frank Miller. Filmado em cores num fundo verde, muitos elementos foram colocados digitalmente na pós-produção, assim como transformado para o preto e branco. Alguns elementos, porém, mantiveram sua cor, devido à importância deles dentro da trama, exatamente como mandam os quadrinhos. O contraste faz as cores, quando aparecem, explodirem. Lábios vermelhos, assassino amarelo e rajadas de sangue marcam o longa, considerado um dos poucos filmes inteiramente digitais.

Não só esses como muitos outros filmes, inteiros ou com pequenas partes em p&b, cada qual com seu motivo, nos remetem àquela época em que cores no cinema eram apenas sonhos. Hoje, porém, a falta delas é nostalgia.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

20 Anos Blues

http://www.youtube.com/watch?v=cJTiRh3sNS4

Ontem de manhã quando acordei...
Olhei a vida e me espantei...
Eu tenho mais de 20 anos...

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